Muitas empresas tentam inovar sozinhas, mas acabam presas em um ciclo de isolamento e frustração. Equipes enxutas, dificuldades orçamentárias e a falta de expertise técnica para lidar com soluções complexas criam uma barreira que impede a competitividade.
Nesse cenário, a Inovação Aberta não é mais um diferencial, mas uma necessidade de sobrevivência. O grande desafio, contudo, é superar o atrito cultural entre o setor produtivo e o acadêmico, que raramente falam a mesma língua.
O Escalab atua justamente como essa ponte que converte o rigor científico em valor de mercado, transformando o conhecimento de bancada em soluções prontas para o chão de fábrica.
Desafios Universidade vs. Indústria
O primeiro obstáculo na cooperação universidade-empresa é a falta de compatibilidade organizacional. Enquanto a indústria exige resultados em ciclos de 6 a 8 meses, o meio acadêmico tradicional costuma seguir o ritmo de mestrados (2 anos) e doutorados (4 anos).
O Escalab resolve esse descompasso através de uma gestão ágil e alinhamento de escopo rigoroso, liderado por um time próprio de PMO (Project management Office). Não se trata de esperar por um diploma, mas de estabelecer marcos de entrega que respeitem a urgência do mercado e as metas trimestrais da companhia.
Dessa forma, transformamos a pesquisa em um cronograma factível. O foco é a entrega de valor contínuo, garantindo que o projeto avance com a velocidade necessária para manter a relevância comercial.
Um segundo choque cultural está no propósito das pesquisas. Enquanto a indústria pede pesquisa aplicada, com impacto direto nos seus desafios tecnológicos, a universidade também produz pesquisa de base, com foco em publicação de artigos e conhecimento acadêmico. Achar a balança e o equilíbrio entre as duas formas de produzir ciência é necessário para parcerias de sucesso.
O Escalab é parceiro do GRUTAM – Grupo de tecnologias Ambientais, coordenado pelos nosso coordenador Rochel Lago e vice-coordenadora Ana Paula, no departamento de química da UFMG. Ali, é desenvolvida a pesquisa de base, novas patentes e é por onde nossos artigos são publicados. Em paralelo a isso, o time próprio de P&D do Escalab é 100% focado em realizar pesquisa aplicada. Nós desenvolvemos novas tecnologias, processos ou rotas para resolver os problemas atuais das empresas.
O terceiro entrave mais comum na relação universidade-empresa está na burocracia. Cada universidade opera com seu próprio NIT (núcleo de inovação tecnológica) e suas fundações de amparo a pesquisa. Dessa forma, cada órgão possui um processo próprio para questões contratuais ou financeiras. Lidar com questões burocráticas podem atrasar um projeto de semanas a meses. Nosso modelo principal de entrada de parcerias é a prestação de serviços o que evita discussões sobre propriedade intelectual e agiliza as formalizações do projeto.
O Escalab já elucidou as melhores formas de fazer inovação com menos burocracia. Possuímos um time próprio administrativo financeiro que suporta NITs e fundações de amparo a pesquisa em questões financeiras e contratuais, reduzindo significativamente o tempo dos trâmites burocráticos.
Formas de interação
Propriedade intelectual – Patentes e transferência de tecnologia
Uma das formas de interação entre a universidade e a indústria ocorre por meio da Propriedade Intelectual (PI). Esse modelo de colaboração permite que o conhecimento gerado dentro dos laboratórios e centros de pesquisa ganhe segurança jurídica e valor de mercado, transformando descobertas científicas em ativos econômicos reais. Essa dinâmica geralmente se manifesta através de duas frentes principais:
Depósito de Patentes em Cotitularidade: Quando pesquisadores universitários e o time de P&D de uma empresa desenvolvem uma solução em conjunto, a patente é depositada em nome de ambas as instituições. Isso fortalece o compromisso de colaboração de longo prazo e garante que os benefícios da exploração comercial sejam compartilhados de forma justa.
Transferência de Tecnologia (TT): Neste cenário, tecnologias já desenvolvidas pela universidade (e muitas vezes já patenteadas) são licenciadas ou cedidas para que a indústria possa escaloná-las e levá-las ao consumidor final. É o mecanismo essencial para que a inovação não fique restrita à bancada e passe a gerar impacto social e econômico.
Ao investir na proteção da PI, as empresas não apenas garantem um diferencial competitivo exclusivo, mas também fomentam o reinvestimento em ciência, alimentando o ciclo de desenvolvimento tecnológico no país.
Para ilustrar esse tipo de interação, conto um case. Em 2021, executamos um programa de inovação aberta com a Nexa Resources – Mining Lab Beginnings 1ª edição, que possuía um desafio de soluções tecnológicas para um rejeito de Jarosita.
Uma das equipes participantes, o LABCOR (UFMG), criou uma tinta anticorrosiva a partir da jarosita. Ao final do programa, a tecnologia foi transferida para a Weg tintas, que hoje tem esse comódite em seu portfólio.
Prestação de serviços – P&D e programas de inovação abertas
A prestação de serviços é, hoje, a principal porta de entrada para a colaboração com o Escalab. Diferente de modelos de pesquisa de longo prazo, essa modalidade foca na resolução de desafios específicos do setor produtivo com a velocidade que o mercado exige.
O grande diferencial estratégico aqui é a desburocratização: ao optar pela prestação de serviços, a interação não fica retida em negociações complexas de Propriedade Intelectual. Isso significa que a empresa contratante tem acesso direto à expertise técnica, infraestrutura laboratorial e escalonamento de processos sem as amarras contratuais de depósitos de patentes ou licenciamentos futuros. É o caminho mais curto entre o desafio técnico e a entrega de valor, garantindo que a inovação chegue ao mercado com total autonomia para a indústria.
Por que esse formato funciona bem?
- Velocidade: Ideal para provas de conceito (PoCs) e validações que precisam de respostas rápidas.
- Previsibilidade: Custos e prazos são definidos por escopo, facilitando a gestão do projeto pela empresa.
- Propriedade dos Resultados: Geralmente, os resultados gerados na prestação de serviço são de uso imediato da contratante, simplificando a transferência de conhecimento.
Para ilustrar essa forma de interação, temos um case emblemático que envolve a Petrobras, a Karoon Energy e o grupo LABCOR (UFMG). O desafio era crítico: a corrosão causada por biocombustíveis em operações offshore, que exige manutenções constantes e onerosas em tubulações e reatores.
O LABCOR desenvolveu um filme adesivo anticorrosivo inovador que soluciona um grande desafio do setor petrolífero. Porém a produção parava na escala de bancada. E foi nesse momento que o Escalab agiu. Realizamos um Estudo de Viabilidade de Tecnologias (EVT), planejamos e operacionalizamos o escalonamento dessa tecnologia. Assim, montamos uma planta piloto em nosso galpão de escalonamento que consegue produzir 10mil unidades mensais de filmes adesivos.
Subvenção econômica – ICTs como peça-chave na captação de fomento
O desenvolvimento tecnológico exige capital, mas muitas empresas não percebem que a parceria com uma ICT (Instituição de Ciência e Tecnologia) abre as portas para recursos de subvenção pública que reduzem drasticamente o risco financeiro.
O Escalab possui um Squad próprio de editais, especializado em captar esses recursos anuais para prototipagem e plantas piloto. Nossa performance é um selo de maturidade: nos últimos 5 anos, captamos mais de R$ 40 milhões para projetos de nossos parceiros.
Ter um braço estratégico que domina o caminho do fomento transforma a inovação de um "custo incerto" em um investimento sustentável e de baixo risco.
Um ponto de atenção: Co-desenvolvimento e gestão de riscos
Para o sucesso da inovação, a empresa deve abandonar o papel de investidor passivo e assumir o co-desenvolvimento. Isso exige transparência sobre os processos em que a operação dói, sempre protegida por rigorosos NDAs (acordos de confidencialidade).
A parceria estratégica com o Escalab foca na mitigação de incertezas através de uma matriz de riscos detalhada e do acompanhamento constante. A colaboração ativa garante que a solução final seja tecnicamente robusta e economicamente viável.
O diferencial está na integração do EVT (Estudo de Viabilidade de Tecnologias) desde o início. Assim, as decisões de alocação de recursos são baseadas em dados financeiros reais, garantindo que a tecnologia cresça com DNA de mercado.
A inovação acelerada exige que as corporações olhem além de seus muros. A gestão profissional da confiança entre indústria e centros de tecnologia é o único caminho para maximizar o impacto econômico e social dos seus projetos.
Sua empresa está pronta para deixar de ver a universidade como um repositório de teses e passar a vê-la como um motor de escala industrial? Seja através de P&D, escalonamento ou criação de startups, o suporte Escalab está disponível. Para iniciar essa jornada e transformar seus desafios tecnológicos em realidade de mercado, entre em contato com nossa equipe. Vamos ajudar!