Em resumo
Os Programas de Empreendedorismo do Escalab são iniciativas estruturadas para validar, modelar e acelerar tecnologias de base científica (hard science e deep techs) que ainda se encontram em estágios iniciais de maturidade (TRL 1 a 4). Ao unir a expertise técnica de escalonamento, modelagem de negócios, avaliação de viabilidade (EVTE) e conexão direta com empresas e agências de fomento, a metodologia reduz o risco de transição entre o laboratório e o mercado. Na prática, esse modelo já impulsionou marcos como o Escale-se I, que mapeou 66 propostas em Minas Gerais e destinou aportes de R$ 100 mil para Prova de Conceito e planta piloto, e o Desafio Nacional Granioter, que gerou mais de 50 conexões industriais, 5 acordos de parceria e 4 acordos de codesenvolvimento em apenas sete meses.
Entenda a metodologia que transforma pesquisas de baixa maturidade tecnológica (TRL 1 a 4) em soluções viáveis para a indústria, conheça os resultados dos cases Escale-se I e Desafio Nacional Granioter e prepare-se para o que vem por aí em Minas Gerais em 2027.
Universidades, Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e centros de pesquisa brasileiros produzem ciência de excelência todos os anos. No entanto, transformar uma descoberta promissora de laboratório em um processo industrial ou produto comercialmente competitivo exige atravessar o chamado "vale da morte" da inovação.
É exatamente para construir essa ponte que nasceram os Programas de Empreendedorismo do Escalab. Diferentemente de acelerações tradicionais voltadas para startups digitais ou negócios já tracionados, a atuação do Escalab concentra-se onde o gargalo é mais crítico: as tecnologias de baixa maturidade (TRL 1 a 4).
Como funcionam os Programas de Empreendedorismo do Escalab?
O objetivo de um programa de empreendedorismo científico não é fabricar "unicórnios" da noite para o dia, mas sim preparar a tecnologia e a equipe de pesquisa para as próximas etapas de um escalonamento tecnológico e econômico viável.
Para garantir que tanto a instituição promotora (governo, ICT, rede de pesquisa ou indústria) quanto às equipes participantes colham resultados concretos, o Escalab opera uma metodologia de ponta a ponta executada por um time de empreendedorismo, que conduz as equipes na construção do seu plano de negócios, trabalha aspectos de viabilidade técnica e econômica, além de ensinar noções de gestão.
Vale ressaltar que para a execução de um programa, outros setores do Escalab também se envolvem para uma experiência de excelência para nossos participantes. Os times de PMO (project management office) e Administrativo Financeiro entram na gestão do projeto e de recursos (bolsas e compras).
A jornada de um programa é estruturada em cinco grandes etapas:
Imersão e definição de linhas temáticas
Duração média: 1 mêsA jornada começa com um diagnóstico aprofundado junto à instituição parceira ou empresa patrocinadora. Mapeamos gargalos produtivos, oportunidades estratégicas e tendências na literatura científica e em bancos de patentes para definir os desafios tecnológicos ou linhas temáticas do programa.
Preparação, governança e propriedade intelectual
Duração média: 1 a 2 mesesEstruturamos todos os parâmetros operacionais da iniciativa: elaboração do edital e regulamento, cronograma de execução, criação da identidade visual completa, desenvolvimento de landing page exclusiva e plano de comunicação. Nessa fase, o Escalab também conduz o alinhamento jurídico e de proteção de Propriedade Intelectual (PI), articulando acordos de confidencialidade (NDAs) e dialogando com os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) das universidades envolvidas.
Divulgação ativa, prospecção e seleção
Duração média: 2 a 4 mesesCom uma base própria de startups e pesquisadores brasileiros e da América Latina, realizamos a busca ativa de projetos, webinars de esclarecimento e triagem técnica. Os proponentes mais promissores passam por entrevistas e bancas de avaliação para selecionar as tecnologias com maior aderência aos desafios propostos.
Pré-aceleração e modelagem de negócios
Duração média: 1 a 2 mesesAs equipes selecionadas entram em uma rotina intensa de encontros semanais, workshops e mentorias individualizadas. Trabalhamos a construção do modelo de negócio, validação de problema e cliente com o mercado, levantamento preliminar de riscos técnicos de escalonamento e desenvolvimento de soft skills essenciais para cientistas-empreendedores, como comunicação executiva, negociação e estruturação de pitch.
Viabilidade técnico-econômica (EVTE), fomento e Demoday
Duração média: 2 a 4 mesesNa fase mais avançada do programa, aprofundamos a análise de viabilidade técnica e econômica da tecnologia: dimensionamento de mercado, benchmarking competitivo, estimativa de custos operacionais e de capital (OPEX e CAPEX) e mapeamento de editais públicos ou fundos de investimento para captação de recursos. A trajetória leva ao Demoday, evento em que os projetos validados são apresentados para uma banca de executivos da indústria, investidores e parceiros estratégicos, abrindo caminho para co-desenvolvimentos, Provas de Conceito com indústrias e/ou acordos de parceria.
O que os programas entregam na prática?
Mais do que capacitação teórica, os programas do Escalab foram desenhados para entregar ativos técnicos, estratégicos e financeiros que destravam a tomada de decisão tanto para quem desenvolve a tecnologia quanto para quem investe nela.
Na soma das suas frentes de inovação aberta e empreendedorismo, o Escalab já consolidou um histórico expressivo no ecossistema:
Cases na prática: como o Escale-se I e o Desafio Nacional Granioter transformaram pesquisa em resultado
Para visualizar como essa engrenagem funciona no mundo real, vale olhar para dois programas conduzidos pelo Escalab com escopos complementares: um focado em mobilizar o ecossistema científico e industrial de Minas Gerais (Escale-se I) e outro voltado a adensar uma cadeia estratégica em nível nacional (Desafio Nacional Granioter).
Case 1: Escale-se I, conectando o hard science mineiro aos desafios da indústria

Executado entre julho de 2021 e fevereiro de 2023, o Escale-se I nasceu como um programa pioneiro de inovação aberta feito por pesquisadores e especialistas para a comunidade acadêmica de Minas Gerais. A iniciativa teve execução do Escalab em parceria com FIEMG Lab e Biominas Brasil, financiamento da FAPEMIG, aporte industrial da RHI Magnesita e apoio institucional da UFMG, CTIT/UFMG, Sebrae, SENAI Minas e INCT Midas.
O programa foi desenhado em três fases progressivas, Pré-aceleração, Pré-escalonamento e Escalonamento, e recebeu 66 propostas inscritas de universidades e centros de pesquisa mineiros (com tecnologias majoritariamente em TRL 2 e 3), divididas em duas frentes:
Além de conquistar nota geral 4,8 de 5 na avaliação dos participantes, com 85% dos pesquisadores afirmando que o programa transformou sua visão empreendedora, o Escale-se I foi o ponto de partida para deep techs que hoje são referência no portfólio do Escalab:


Case 2: Desafio Nacional Granioter, impulsionando materiais avançados e minerais estratégicos

Em 2024, o Escalab uniu forças com o Granioter, Hub Tecnológico de Materiais Avançados e Minerais Estratégicos sediado no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), e contou com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para realizar o Desafio Nacional Granioter-MCTI.
O desafio teve como missão identificar e acelerar projetos de base tecnológica em estágios iniciais de maturidade voltados para cadeias estratégicas de alta demanda global, como grafeno, nióbio, terras raras, armazenamento de energia e nanotecnologia.
Durante cerca de 7 meses de execução, o programa estruturou um funil nacional altamente qualificado:
O impacto gerado ao final dos sete meses comprova o poder da conexão estruturada entre bancada e indústria:
O que vem por aí: prepare-se para um grande movimento em Minas Gerais em 2027
Olhar para a trajetória construída desde o Escale-se I até o Desafio Nacional Granioter deixa uma certeza: quando damos aos pesquisadores o método certo de validação técnico-econômica e aproximamos a ciência das dores reais da indústria, o impacto deixa de ser potencial e vira negócio, investimento e desenvolvimento regional.
E essa história está prestes a ganhar um novo capítulo ainda mais ambicioso.
Para 2027, o Escalab já está preparando um grande programa voltado para o ecossistema de Minas Gerais.
Ainda não podemos revelar todos os detalhes, mas a iniciativa vai reunir universidades, centros de pesquisa, governo e indústria em uma jornada inédita para tirar tecnologias estratégicas da bancada e levá-las à escala real no nosso estado.
Se você é pesquisador com uma tecnologia promissora no laboratório, gestor de ICT ou órgão público buscando multiplicar o retorno dos investimentos em ciência, ou líder de inovação na indústria procurando soluções sob medida para os desafios da sua operação, fique de olho nos canais do Escalab e entre em contato com a nossa equipe de Novos Negócios. O próximo grande salto do empreendedorismo científico em Minas Gerais já começou a ser desenhado e você pode fazer parte dele desde o primeiro dia.
Perguntas frequentes
O que é um EVT?
O Estudo de Viabilidade de Tecnologias avalia a viabilidade técnica, mercadológica e econômico-financeira de uma tecnologia. Todos os produtos do Escalab entregam um EVT.
Para qual estágio de maturidade servem os Programas de Empreendedorismo do Escalab?
Eles são desenhados especificamente para tecnologias de baixa maturidade tecnológica (TRL 1 a 4) em áreas de hard science e deep tech. Nos níveis TRL 1 e 2, apoiam o pesquisador na exploração do potencial da ideia ainda em bancada e no desenho do modelo de negócio inicial; nos níveis TRL 3 e 4, avançam na validação com empresas do mercado, no Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) e no planejamento do escalonamento.
O que uma instituição ou empresa recebe ao contratar ou realizar um programa com o Escalab?
O Escalab entrega a operação completa do programa, desde a imersão para definição de linhas temáticas, regulamento, identidade visual e divulgação em toda a América Latina até a triagem técnica, capacitação das equipes, relatórios de diagnóstico (SWOT técnico-mercadológica), Estudos de Viabilidade da Tecnologia (EVTE), mapeamento de riscos de PoC e conexões para codesenvolvimento e fomento.
Como é tratada a Propriedade Intelectual (PI) das pesquisas participantes?
A gestão de Propriedade Intelectual é trabalhada preventivamente desde a etapa de preparação do programa, por meio da assinatura de acordos de confidencialidade (NDAs) e da articulação direta do Escalab junto aos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) de cada universidade ou centro de pesquisa parceiro, garantindo segurança jurídica tanto para os inventores quanto para as empresas investidoras.
O que acontece com as tecnologias e startups após o Demoday?
Após o encerramento do programa, as equipes contam com um roadmap claro de escalonamento e podem seguir para a execução de Provas de Conceito (PoCs) e plantas piloto utilizando a infraestrutura laboratorial e o time de engenharia do Escalab, firmar parcerias de P&D com indústrias madrinhas, captar recursos via editais mapeados durante a jornada ou integrar o Venture Builder do Escalab.


